Adeus. É a última coisa que eu me lembro. Quando você me disse que eu não era tudo, que eu não era tudo que você pensava e queria. Não sei o que fiz de errado, ou o que deixei de fazer. Fiz tudo que pude, pois sua felicidade era tudo para mim... Era a coisa mais valiosa.
Mas então, de repente, eu fiquei sozinha. Levou meu coração contigo. E, o que sobrou dele, está em mil pedaços, e eu não consigo consertá-lo, pois me falta a parte mais importante dele: você.
Os dias são uma tortura. É um desafio ficar sem você; acordar de manhã e não ver sentido em continuar viva. Não sei mais o que é viver. Eu apenas sobrevivo. Ou pelo menos, tento.
[Escrito originalmente na Oficina de Texto - setembro/2010]
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